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Independência ou Morte!

Parece forte né pensar que se a gente não atuar correr atrás da nossa independência vamos morrer. E é a mais pura verdade.

Quando a sua autoestima está baixa ela influencia na forma em que você vive a sua vida, toma as decisões, na verdade muitas vezes você não toma decisões deixa que os outros que não sabem o que você quer, tomem por você, e é claro gera muita frustração na sua vida. Você e eu sabemos muito bem disso!


Muitas outras coisas estão ligadas a baixa autoestima, inclusive a dependência de outras pessoas, e vou falar aqui dos nossos pais, muitas vezes na vontade de acertar como pais, eles erram, quando fazem tudo por nós, quando tomam as decisões por nós, quando percebem que estamos com dificuldades financeiras e resolvem por nós.

Parece um alivio na hora, porém tira da gente o poder de aprender com as dificuldades, crescer e nos tornar donos do nosso nariz.

A autoestima deve ser desenvolvida por nossos pais, familiares, professores e também amigos. Desde a nossa infância até os dias atuais. Porém geralmente não acontece assim.

O papel dos pais de proteger e orientar esse filho para o mundo fica comprometido e quando esse filho não é criado para enfrentar as dificuldades do mundo digamos que sozinhos esses filhos sofrem, e sofrem não só de baixa autoestima, como de outras questões ou transtornos emocionais.

Hoje estava vendo um programa de tv, não é a minha especialidade, por isso vou mostrar aqui somente o meu olhar, da falta de uma boa autoestima e pais que orientam filhos para o mundo, o que acontece quando os filhos já adultos vivem agarrados perna da mesa de casa, vivendo somente pelos pais.


A moça se tornou acumuladora, a casa tinha de ratos mortos dessecando ao longo do tempo, como milhares de roupas sujas, as roupas ficavam sujas e ela saia pra comprar novas e limpas, sujeiras de ratos tinham em todos os lugares possíveis inclusive na bancada da cozinha.

A coisa ficou complicada quando o filho mais novo nasceu, impossível criar duas crianças e um recém nascido no meio de tanta sujeira, ratos mortos, cocô de rato por todos os cantos.

Confesso que fiquei pensando no desenvolvimento desse novo bebê e como foi essa gestação por 9 meses inspirando xixi, cocô de rato, fora toda a bagunça.

É um transtorno, é preciso profissionais especializados para lidar com isso sim.

O que me chamou a atenção foi à história dela, a mãe morreu aos 12 anos, logo depois houve outras mortes na família e ela acabou se organizando nessa bagunça para lidar com todas essas perdas.

Como fez falta o olhar, o abraço, as orientações dessa mãe que morreu em plena adolescência dessa moça, ela provavelmente não tinha condições de cuidar de si mesma, mesmo sendo adulta, porque isso não foi ensinado.


Talvez não tivesse reforçadores sobre a sua autoestima, também não houve orientações sobre os lutos, sobre viver essas perdas e continuar.

Quando damos essa base de boa autoestima para nossos filhos, ensinando-os seus valores, o que é certo, o que é errado, a construção de boa comunicação, aprendendo a dizer não, reconhecendo sua capacidade e lidando com as dificuldades e aprendizados da vida, tornando essas pessoas mais fortalecidas, para lidar com as dificuldades da vida.

Por isso é importante o auxilio dos pais como forma de preparar a criança ou filho para o mundo, quando existe a falta ou o excesso nos tornamos adultos com questões sim de baixa autoestima, não confiamos na pessoa que somos, e não nos sentimos bons o suficiente para tocar a vida sozinha.

Por isso quando não buscamos nossa independência como pessoa, como profissional, como filhos, esposas, maridos, pais, mãe pode morrer mesmo estando vivos quando deixamos de viver a vida como deveria ser, e vivemos arrastando um peso que é demais e não percebemos que estamos mortos e dependentes.

Ter autoestima elevada é sentir-se bem com o corpo que tem e ter gestos de autocuidados para consigo mesma. Acreditar na pessoa que você é e esta a cada dia se tornando. Enfrenta as dificuldades da vida com coragem.


Consegue manter e fazer amizades, com uma boa comunicação. Faz as coisas que precisam ser feitas no tempo certo. Sabe o seu valor e que cada um é de um jeito, sem comparações com o “vizinho”. Sabe que é capaz, mesmo quando erra, entende que perfeição é coisa de cinema que você pode sim falhar às vezes e acertar outras, por isso reconhece suas qualidades e vitórias.

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A sua libido não vai voltar!


E hoje resolvi falar de algo que incomoda muita gente, tanto mulheres quanto homens, a falta de libido principalmente nas parceiras é algo sério, podendo levar o relacionamento por água a baixo...

Mas o que é esse tal de libido? Ele é o desejo, o anseio pela manifestação da sexualidade, ou seja, o desejo sexual.

A libido pode estar relacionada a diferentes tipos, como a satisfação pelo outro, compulsão sexual, dependência do sexo, perder o interesse pelo sexo.

Homens e mulheres são bem diferentes em relação à libido e fica bem fácil perceber. Os homens recebem estímulos hormonais todo santo dia, eles estão prontos para o sexo e cheios de vigor.

Já nos mulheres a situação é bem diferente, somos diretamente influenciadas pelo ciclo menstrual, a testosterona não comparece todos os dias da mesma forma que ocorre com os homens.

A mulher passa por momentos digamos que complicados que antecede a menstruação, seu humor fica bem bagunçado, algumas mulheres ficam bem sensíveis, choronas e tristes, já outras ficam bem irritadas, aquelas coisas que geralmente não irritam nessa fase, uma gota vira uma tempestade.

E nessa fase do período fértil é que grande parte das mulheres sentem mais o desejo sexual. É o organismo estimulando a mulher para gerar uma vida.

Como a libido é um instinto ele não é igual em todas as pessoas, também pode ser alterado por questões de saúde, desequilíbrio hormonal, estresse, doenças emocionais como ansiedade, depressão dentre outras e alguns medicamentos podem sim alterar como a mulher vai sentir o sua libido.

Segundo alguns estudos existem uma grande quantidade de mulheres com questões de disfunção sexual. Por isso a primeira recomendação é que você faça aqueles exames de rotina todo ano, exames para ver as vitaminas e tudo mais inclusive os ginecológicos. Para verificar se existe alguma questão biológica interferindo na sua vida sexual.

Outro profissional que deve ser consultado é o psicólogo, porque é através da psicoterapia que você pode trabalhar o seu conhecimento, autoconhecimento e todas as crenças em relação a si mesmo e do sexo.


Já falei sobre isso, infelizmente nós não somos educados sobre sexualidade e isso inviabiliza todo o processo, penso que é como se jogar numa piscina olímpica (25 m de largura, 50 m de comprimento e 2 m de profundidade), sem saber nadar, no começo você pode achar que sabe boiar e tudo bem, mas me diga é pra ficar só boiando em uma piscina olímpica ou ela serve para muito mais? Quantos estilos de nado e respirações existem? Quanto você pode explorar de fato e fica só boiando morrendo de medo de se afogar?

A vida é muito mais, por isso precisamos urgente correr atrás da educação sexual, ler, estudar, ver vídeos sobre sexo e cada vez mais se aprimorar.

Sim questões emocionais pode com certeza atrapalhar a sua vida sexual ou do seu parceiro.

Em pleno século 21 a repressão sexual contra mulher ainda existe. E o mais triste é difícil é acabar com ela, por que ela segue de Mãe pra filha.

Crenças que mulher tem que sentar de perna fechada, sexo é sujo, sexo é coisa de mulher vagabunda que se dá o desfrute, não pode transar com vários (como vai aprender sem transar?), que mulher sempre tem que abrir a pernas e estar pronta para o marido, que mulher que não sabe cuidar da casa, cozinhar não será boa esposa, sexo é pecado e deve ser feito pra procriação, só terá prazer com homem com pênis grande, masturbação faz mal e ainda faz você ter espinhas, dentre outras...

Muitos pais tem vergonha de falar e explicar sobre sexo e os filhos aprendem na rua, com os colegas que também aprenderam na rua...

Quais coisas e crenças você já ouvi sobre sexo? Já parou pra pensar nisso, o quanto essa escuta inclusive na infância influencia a forma com que você lida com o sexo e a sexualidade?

Depois de certo tempo de relacionamento o que despertava excitação no inicio não desperta como antes, existe a convivência e a intimidade, por isso devemos sempre alimentar nossa imaginação e intimidade com o outro, leva-se mais tempo para a excitação aparecer.

Quando o casal ainda vive como se estivéssemos em 1959 que é anterior a revolução sexual, não há libido que resista a mulher não vai ter vontade nem de olhar na cara do parceiro.
O que seria viver nessa época? O mundo mudou, a globalização chegou, a internet e a tecnologia principalmente dos celulares revolucionaram a forma em que vivemos, isso já é algo bem sério de se pensar, não dá pra viver nem como há 10 anos imagine há 60 anos.

As mulheres ganharam o direito de voz, de voto, de sentir prazer e orgasmos (mas isso ainda fica bem na teoria, triste e real), foram trabalhar fora para ajudar nas finanças e esqueceu-se de ajustar os contratos.


Continuam vivendo como se fossemos mães de filhos deficientes, sem pé, mãos, voz e tudo mais, tratamos nossos parceiros como se fossem pessoas que nada sabem fazer, e não é verdade em parte.

Como mães devemos criar nossos filhos independentes de gênero e sexo para serem independentes, pessoas que se viram literalmente sozinhos, não precisam apender a caçar, mas devem sim saber lidar com finanças, cartão de crédito, comprar o que precisam ou querem (quero x preciso), a lavar, passar, cozinhar e se defender das dificuldades da vida.

Não dá pra casar um filho e se livrar de um problema, isso é jogo sujo com a amiguinha que vai levar esse “troféu” pra casa. As mulheres fazem muitas vezes triplas jornadas, trabalho, casa, filhos, se anulam em suas vidas pessoais, sem tempo pra cuidar do corpo, da saúde, de fazer atividade física, hobby ou seja lá o que for.

Viver assim não é justo, mas nós ainda estamos permitindo isso como tratamos nossos parceiros como seres que são dependentes fisicamente e emocionalmente.

Já que vivemos no século 21 com tantas mudanças em todos os sentidos, está mais que na hora de todos dividirem as tarefas em partes iguais.

Para que as mulheres tenham tempo de se masturbar, fazer terapia, ir academia dar risadas com as amigas e ainda ter muita disposição pra transar loucamente e gozar claro!

Quanto mais às mulheres se masturbam mais conhecem seu corpo e seus prazeres, mesmo sem vontade, a masturbação digamos que diária ou dia sim dia não pode ajudar a libido voltar.

Mulheres com dificuldades na lubrificação após verificar questões medicas, também tem um aumento na lubrificação, excitação e tudo mais desde que com frequência se masturbem.

Por outro lado, a gentileza do parceiro, em conhecer, conversar com essa pessoa, estar disposto a dividir não só momentos íntimos, mas momentos juntos faz toda a diferença.

Caricias carinho, toques, mesmo que não haja relação sexual, é extremamente importante para que  esse casal, se toque, mesmo com a libido em baixa, esse contato faz reacender a chama.

Quanto mais o casal ficar sem transar, é como se fosse um móvel, imóvel, ou eletrodoméstico parado, vai ficando cada vez mais “enferrujado” e a chance de voltar com o passar do tempo é cada vez mais difícil.

Se você fala que só vai transar quando a vontade voltar, a libido aparecer, esquece, nunca vão transar, e cada vez mais o casal vai se distanciando.

Não é que vocês devem transar sem vontade ou forçado, mas que possam se curtir mesmo com preliminares mesmo que o ato em si não seja consumado.


Sugiro até que fiquem mesmo nas preliminares por dias, para que a vontade vá crescendo cada vez mais e se torne um vulcão em erupção.

Fica a dica mulher, se você se identifica com esse texto, e sente que sua libido sumiu? Comece se masturbando, pode ser na hora do banho (hahah vai dizer que não tem tempo né), pode ser no quarto quando troca de roupa, antes de dormir, faça pelo menos uma vez ao dia por pelos menos uns 15 dias seguidos, você vai notar a diferença.

Lembre-se sempre um profissional também pode ajudar, não fique cheia de dúvidas e problemas sozinha. Compartilhe suas angustias é a única forma de receber ajuda.

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Relacionamento ruim gera ansiedade!!


Viver dentro de um relacionamento ruim, que caiu na rotina já tem anos, gera muita ansiedade, baixa autoestima e frustrações variadas.

Muitas vezes você não reconhece os sintomas, mas eles estão lá te fazendo cada vez mais mal.

O começo do relacionamento não é assim, ambos vão se conhecendo, vai dando mais vontade de se ver, ficar perto um do outro, a paixão vai crescendo, o coração dispara quando você vê o outro. Não vê a hora de chegar o fim de semana para curtir juntinhos.

O tempo vai passando, as coisas vão mudando aqui, mudando ali. Altos e baixos de emoções e do relacionamento.

A vida agitada pensando em uma cidade como São Paulo, horas no trânsito, corre pra lá, corre pra cá, o estresse do trabalho e muitas vezes a falta de tempo o ele mal organizado para cuidar de si mesmo, também agita a nossa vida.

Casar ou morar juntos? Investir em uma festa cara ou na viagem paradisíaca sensacional, para curtir a vida a dois por uns dias...

Lembrando que muitas vezes as pessoas não sabem o que querem querer casar, não viver o casamento e seus altos e baixos. Casar é ter festa, fotos, amigos reunidos, viagem, vestido de noiva e tudo mais como manda o figurino. Já o casamento é a rotina do dia a dia, cuidar da casa, dividir o tempo com outras tarefas, não mais viver como dois namorados sem grandes preocupações da vida...


E lá se vai o ... “E foram felizes para sempre...” Ops, esperaí só que não!

Quando ambos vão morar juntos cada um tem uma visão do que será, sim existe uma expectativa aí, nem preciso dizer do grande pensamento automático: “vamos transar todo dia”, visto que quando namorados ocorre uma vez na semana e olhe lá...

Ambos têm pensamentos e atitudes em relação ao que é ir morar juntos depois do casamento ou mesmo só morar juntos sem o tal do casamento.

Mulheres buscam geralmente por segurança que é o que imaginam que uma aliança, estabilidade e permanência morando juntos pode dar, acreditando no que vai ganhar e acreditando no amor como sólido é certo.

Homens quando vão morar juntos pensam no que vão perder, inclusive na liberdade e possíveis restrições que vão ter.

O que muda no cenário atual é que muitas mulheres não são mais 100% dependentes financeiramente do parceiro. Mas mesmo assim ainda existem pessoas que têm dificuldades de terminar um casamento quando esse vai de mal a pior... Muitas vezes por dó.

É possível conhecer mesmo o outro quando ambos vão morar juntos, com os vícios, jeitos e manias. Cada um trás consigo para a casa do casal tudo que vivenciou na sua família, costumes, culturas e afins.


O que parecia normal na casa de um, não era na casa do outro, ambos vão ter que ajustar os ponteiros do relógio de uma forma que fique bom para ambos.

Algumas questões como a insensibilidade do outro pode abalar a relação a dois. Pensamentos de julgamento, achar que o outro fez para magoar, machucar ou de propósito. Deixar que o outro assumisse todas as decisões sozinhas e depois ainda reclama. Não ajudar em todas as questões da casa e do casal. Quando tem filhos, agir como se só um fosse o responsável pelos cuidados e educação das crianças...

Segue abaixo algumas dicas para o relacionamento não cair na rotina.

Sejam criativos na hora do sexo, variando posições, lugares.
Inovem na cama: dê asas a imaginação e torne cada momento singular.

Não dê lembrancinhas apenas nas datas óbvias, seja criativo.


Jamais perca a confiança no seu relacionamento e no outro.

Façam programas individuais, curta seus amigos ou família.

Um bom relacionamento precisa de comunicação, conversem muito. Mantenha a sintonia – valorize o dialogo entre vocês.

Fazer uma viagem, mesmo que não seja um feriado, curtir o momento do casal.

Mantenham a individualidade do casal.

Façam atividades em conjunto.

Dê liberdade para seu companheiro fazer escolhas.

Mudem de rotina para a rotina não mudar vocês.

Quando foi a última vez que vocês disseram um “Eu te amo”?

Ter um tempo livre para curtir você mesmo.

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Seja como a Leoa Mulher lute com CORAGEM!!


A história que eu vou te contar eu não vi, eu ouvi com toda atenção que eu poderia ouvir... Meu desejo neste texto meus leitores e que você sejam como a Leoa.

No meio da savana tinha uma família de leões, o leão, a leoa e dois filhotes um macho e uma fêmea. Parecia um dia perfeito e tudo normal. Aparentemente.

De repente apareceram muitas leoas juntas, disputa de território, quem luta mais por comida. Durante a luta, o leão pai morreu e logo foi afastado de lá, a Leoa continuou a lutar, conseguiu inclusive a arrancar um olho da leoa chefe do outro grupo.

Depois que tudo acabou a Leoa, se viu só, com os dois filhotes, com fome, cansada e arrasada depois dessa grande luta. Ela estava perdida, sem rumo, sem saber aonde ir para proteger seus filhotes e ainda conseguir comida. Ela estava faminta.

Caminhou por horas como fome arrastando seus pequenos filhotes, resolveu deixa-los escondidos numa moita enquanto buscava o que comer.


Caminhando encontrou alguns búfalos, resolveu atacar o mais distraído, o filhote deles, claro, ela já não tinha forças pra lutar...


No primeiro ataque se deu mal, mas não desistiu, persistiu lutando para conseguir matar a sua fome e de seus filhotes. Matou o búfalo filhote. Mas eles os búfalos ficaram revoltados e no meio da noite acharam um dos filhotes da Leoa, e pisotearam nela, a fêmea filhote ficou arrastando das pernas, não tinha chance de viver...

Quando a Leoa chegou e viu seu filhote arrastando, ela ficou desolada, na mesma hora percebeu que o filhote macho não estava lá, ela ficou nervosa, mais perdida, sem saber o que fazer.

Depois de toda aquela luta ela sentia-se derrotada pelas circunstâncias. Não sabia se seu filhote ainda estava vivo, perdido ou se tinha sido comido pelos búfalos.

O semblante da Leoa era de desolamento, uma profunda tristeza, já tinha perdido seu parceiro o leão, passou fome, teve que deixar seus filhotes sozinhos pra buscar comida, perdeu a filhote fêmea e não fazia ideia de onde estava seu filhote macho.


Em pouco tempo o que era uma família, se tornará só ela, a savana e nada mais.

Quantas vezes você já se sentiu assim? Quantas vezes você dormiu tendo um monte de coisas e no dia seguinte foi demitido do trabalho, descobriu uma traição, percebeu que o amor não existia mais, que o filho sumiu ou perdeu ele para as drogas ou outros vícios, percebeu que estava faltando um propósito na sua vida?

Depois de andar por horas e dias totalmente sem esperança, cansada, nada de achar seu filhote. Aparece novamente à leoa da outro lado, aquela mesmo que ficou sem um olho depois de lutar.

Ela chega enfrentando a Leoa veja a cena em câmera lenta, agora veja a Leoa respirando fundo, pensando e agora? Será que tenho forças pra lutar? Será que vou conseguir? É aquele momento mágico de decisão, desistir, recuar, abaixar a cabeça e cair no esquecimento.

Ou respirar fundo, estufar o peito e ir pra cima, persistir independente do resultado final. A grande Leoa reuniu toda a sua força que ainda existia dentro de si mesma, juntou toda a sua coragem, e foi pra cima sem dó, era lutar ou morrer.


Lutou bravamente e venceu no final, conseguiu derrotar a outra leoa e suas parceiras. Ela usou a única coisa que ela poderia usar para ganhar essa luta, pegou sua coragem ergueu a cabeça e foi pra cima. Quantas vezes você também já fez isso na sua vida?

E no final ela ainda reencontrou seu filhote perdido, saíram andando pela savana, felizes.

É bem angustiante ver um episódio desses por mais ou menos uma hora, você entra em conexão com a Grande Leoa, sente várias emoções, altos e baixos, angústias, medo, tristeza, cansaço, muito cansaço e desolamento total.

Tão semelhante com a nossa vida, nossas histórias, cada um está enfrentando suas próprias batalhas reais e pessoais. Preocupações, ansiedades, questionamentos, becos sem saídas, problemas que muitas vezes a gente não encontra logo de cara a solução.

Desejo que você seja como a Grande Leoa, tenha coragem e persistência, você sabe né, qual é a diferença entre insistir e persistir?

Quem insiste, bate sempre na mesma tecla, vence a gente pelo cansaço, fica batendo na mesma porta até ela abrir, às vezes ela não abre, pode ser um muro...

Quem persiste, quando encontra uma porta fechada, busca outras soluções, alternativas, foca no objetivo final até conseguir, contornando as dificuldades para chegar à sua meta. Luta dia após dia.


Quem é você na vida? Luta com coragem mesmo sem ter forças? Persiste ou Insiste? Pensem sobre isso, essas reflexões te levam ao seu autoconhecimento.

E se sozinha não é possível entender a si mesmo, busque por ajuda profissional, a psicoterapia ajuda no seu autoconhecimento, bem-estar, melhora a sua qualidade de vida.

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O silêncio dos inocentes...

Hoje eu quero falar da dificuldade das mulheres/homens em pedir ajuda, essas pessoas não são fracas, a situação é que é devastadora, deixando-as presas, amaradas, sem reação, mesmo querendo fugir.

Quando comecei a fazer as perguntas sobre sexo no meu facebook, porque percebi que grande parte das pessoas não sabia falar assertivamente sobre o assunto, não tinham muitas informações, muita gente aprende fazendo e não se questionam se aquilo é o certo ou o errado, ou ainda se pode melhorar.

Eu já venho estudando por dois anos, lendo, vendo vídeos, discutindo com outras pessoas. Alguns aceitaram bem os questionamentos, outros não, isso não me incomoda, nem Jesus agradou a todos, quem sou eu para agradar né.

E passar pela situação imagino eu que 10% dos que a gente mais tem ouvido e visto falar nas redes sociais e na televisão. Foi a pior das situações.

Eu me senti um trapo velho, uma tristeza gigante, não tinha reação, parecia que o corpo não respondia aos movimentos que eu queria fazer. Era a sensação mais esquisita que eu estava sentindo como nunca antes.

Era uma mistura de medo, sensação de perdida no meio do oceano sem saber nadar, uma impotência e pânico, “alguém sempre vai te perseguir, custe o que o custar, você fica em pânico por não saber como fugir”.

Eu acordei na manhã de sábado, fiz algumas coisas e fui ver o celular, e em uns comentários de uma pergunta, estava lá, alguém me ofendendo gratuitamente, palavras horríveis sobre a minha pessoa, xingamentos, injúrias!

Mesmo eu fazendo a confrontação comigo mesma, mesmo sabendo que tudo aquilo era calúnia, inverdades, me feriu profundamente.

Não sou perfeita, e não tenho nenhuma vontade de buscar essa perfeição que não existe, tenho defeitos como todo mundo, tenho muito pra evoluir, melhorar e aprender.

A ideia foi ajudar as pessoas a falar sobre o assunto, buscar entendimento e melhorar a vida, sexo ainda é um tabu e muitos relacionamentos podem melhorar. Como lá no início, que eu ouvia muito, “essa mensagem reflexão que você enviou hoje era tudo o que eu precisava ler, obrigada”.


Quando uma pessoa agride uma mulher/homem verbalmente, e isso não é menos pior que agressão física, essa pessoa fere coisas dentro da gente a ponto de não sabermos pra onde correr, que atitude tomar, pra quem gritar socorro e pedir ajuda.

Eu me senti apática, paralisada diante das coisas e via as horas passando por mim, como se o tempo fosse rápido demais e eu não conseguia alcançar nada e ninguém.

Falando principalmente das Mulheres, como somos vulneráveis, só por ser mulher, por ser menor e ter menor força. As mulheres tem medo de ser mulher, por sair na rua sozinha, vivem apavoradas, sentem mede de ser abusadas por estranhos ou pessoas próximas, isso é mais comum do que podemos imaginar... Muitas vezes o outro usa força, gritos intimidadores.

Tornamos-nos reféns, reféns do medo, de histórias, de situações, algumas vezes de relacionamentos tóxicos, porque no fundo não conseguirmos sair, não porque somos fracos, covardes, ou até dizem nas piadinhas, “gostamos de apanhar e sofrer”, não, ninguém gosta de sofrer, ninguém curte apanhar infinitamente.

A situação é tão anestesiante e paralisante que não temos como reagir pra sair dessa, a sensação de estar sozinhos é real, muitas vezes sem apoio de amigos, familiares e afins.

Às vezes a gente espera que pessoas próximas ajudem-nos, dê abraços, mãos, carinho e força pra ir lá e enfrentar. Mas isso geralmente não acontece.

Depois de passar o fim de semana, anestesiada sem saber o que fazer, conversei com algumas pessoas, algumas ajudaram com informações, o que fazer, e outras fingiram não ver, é mais fácil lidar com o que a gente não vê né, e outras acharam tudo aquilo uma bobeira.

Acordei na segunda-feira não tão disposta a seguir em frente, eu não sei como descrever essa sensação, ser xingada por alguém gratuitamente, sem nada ter feito, sem ter culpa no cartório.

Mas fui lá, como orientações de algumas pessoas, fui até a delegacia, e eu que achava que hospital era um ambiente ruim, nunca curti hospital, desde criança tive várias crises de pneumonia, ainda lembro quando era bem pequena, que não tinha leito pra eu tomar o soro. Mas ainda pior do que precisar de médico e ou medicação e não ter é entrar numa delegacia, sozinha, o ambiente é bem esquisito.

Logo de cara, você chega e expõe porque está ali, entra numa fila, pega a senha, que às vezes parece infinita e observa ao redor, passando ao lado, dois presos, algemados, um andando normal e o outro todo roxo, com o pé quebrado indo em direção a uma viatura.


Não é o ambiente favorável pra ninguém, o clima é pesado, o ar é estranho, o medo e o pânico estão por lá o tempo todo, essa é a minha descrição de estar lá. É a sensação de extremo vazio, solidão, eu acho que eu nunca vou conseguir explicar. Sozinha no mundo cheio de gente.

A orientação era fazer um boletim preventivo, mas o escrivão disse que não poderia ser somente isso, essa informação me gerou um terror mental, como poderia fazer um boletim normal, ele viria atrás de mim, perseguiria nos consultórios, armaria emboscadas, ou até faria chantagem para eu retirar a queixa, literalmente um filme de terror passou pela minha cabeça, muitos pensamentos automáticos pipocando sem parar.

Embora fossem pensamentos, era exatamente um filme de terror acontecendo ali na minha frente e eu no meio disso tudo.

Eu tinha vontade de chorar, de ser abraçada e acordar, eu só queria acordar, mesmo já estando acordada. Queria acreditar que ia abrir os olhos e seria só um pesadelo, mesmo sabendo que era só um pesadelo noturno. Por que isso está acontecendo comigo?

Era uma angustia no meu peito, um medo, eu não sabia o que aconteceria, não prever o que pode acontecer, eram pensamentos torturantes e sombrios, e a única certeza, será que posso ser protegida? Quem pode me defender? Estava me sentindo totalmente vulnerável. Exposta. Aterrorizada.

Continue conversando com algumas pessoas pelo celular e decidi então sair da delegacia, sem fazer o boletim. Num primeiro momento um alívio, dúvidas, será que não fazer é fraqueza, sou uma perdedora?

Estar numa delegacia não é algo comum, ou normal para quem não tem esse costume, fazer um boletim nem sempre é fácil, e não é só ir lá e fazer, tem tudo o que vem junto, o kit do depois... É justamente esse depois eu imagino que muitas pessoas fogem a gente nunca sabe que consequência trará, algumas vezes é mais motivo para o agressor partir pra cima com força total, outras vezes parece que não surte nenhum efeito, é o medo da perseguição em muitos casos ele é imediata, o agressor já te coagiu dizendo: “se você entregar ele e ferrar com a vida dela, você está morta”... Essa é somente a minha percepção sem certo ou errado, é o que eu imagino que outras pessoas também sentem. Medo.

Passei dias me julgando silenciosamente, questionando, e se eu tivesse feito, o que teria acontecido, eu nunca vou saber. O sentimento de solidão é gigante, nunca me senti tão sozinha no mundo.

Imagino o quanto é difícil pra alguém ir lá e dar a cara à tapa numa delegacia, dizer que sofre agressão verbal e física da pessoa que está morando sob o mesmo teto, de um amigo, namorado ou de um vizinho.

Inclusive as ameaças: “se você me entregar, eu mato você e toda a sua família”, talvez por esse e outros motivos, muitas pessoas sofrem sozinhas e inclusive perdem a sua vida, não porque eram coniventes, ou aceitavam, elas não tinham saídas. Muitas vezes a gente acredita que o outro vai mudar e não muda.

Inclusive para se questionar porque se permitiram deixar tudo isso acontecer, falo mais sobre isso, porque muitas vezes fazendo mal mantemos relacionamentos ruins e tóxicos em outros textos abaixo:









Também é muito difícil ver amigos, pessoas desconhecidas ou pacientes contando suas histórias tristes e duras, sobre relacionamentos ruins, que só fizeram mal e essas pessoas não conseguiram seguir em frente e se defender. Muitas vezes as pessoas não conseguem sair dessa situação, é bem diferente, até querem, mas não conseguem.

São muitos os motivos que leva uma pessoa a não denunciar o agressor, é uma situação tão complicada, que nos deixam fragilizados e amarrados sem cordas. Não julgo, não culpo, só conseguimos fazer o que podemos com o que temos diante dessas situações, muitas vezes falta apoio das pessoas que a gente mais acredita que vai nos apoiar e não vem esse apoio.
É um beco da solidão, tipo uma criança indefesa, incapaz de proteger a si mesma.


Apesar das consequências, fuja dessa situação, mesmo que você não vá à delegacia porque ainda não está forte o suficiente pra isso, busque ajuda, talvez uma assistente social, um amigo sério que esteja de fato contigo disposto a ajudar e não fazer críticas, faça psicoterapia para que você possa encontrar uma luz no final do túnel e recomeçar a sua vida.

Agradeço a todas as pessoas que me defenderam no facebook, que me mandaram mensagens de apoio no whatsapp, a todos que falaram comigo e me ouviram, apontando saídas.

Muitas mulheres abusadas inclusive por pessoas próximas não conseguem falar sobre o assunto e muitas vezes quando falam para os parentes eles fingem que não vê. O buraco é bem mais embaixo e fundo... Não é falta de coragem, tampouco gostar de sofrer.

Esse foi o texto mais difícil de escrever, em todos os sentindos, embora eu ame escrever e faço isso já tem muitos anos, foi relembrar tudo o que eu vivi, foi sentir as mesmas sensações e emoções. Nunca julgue alguém por denunciar ou não um agressor, só ele pode saber a dor que sente. Não é covardia!

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Gratidão
Beijocas
ઇઉ Sissa Geller|Silvana Souza de Sá
Psicóloga|CRP 06/90506

  


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